domingo, 24 de agosto de 2014

Como desembaraçar o pelo e remover nós

A pelagem, especialmente em animais com longos pelos naturalmente tende a ter pequenos nós e locais embaraçados causados pelas atividades diárias do animal. Esses pelos se juntam aos pelos mortos junto com detritos, como poeira, partículas do ambiente etc. A medida que as nós crescem, os pelos ao redor do nós vão se juntando e puxando a pele do animal, causando desconforto e às vezes até dor.



Onde geralmente os nós se formam
- Atŕas das orelhas
- Entre as pernas traseiras
- Ao longo da anca do animal
- Na virilha
- Embaixo das pernas dianteiras
- No pescoço

cachorro pelo noQuando o escovar ou pentear não é uma rotina os emaranhados se tornam maiores e a pele pode ser puxada quase que constantemente. Cada vez que o animal se molha os nós ficam mais duros, tornando ainda mais doloroso para o animal. A pele pode ficar irritada e pode até mesmo aparacer úlceras devido aos constantes puxões dos pelos. Muitas vezes os nós estão tão grandes que é quase impossível cortá-los com tesouras afiadas por que estes estavam muito próximos da pele.

 

Como remover os nós do pelo do cachorro


Uma das razões que criadores de animais evitam enfeitar os animais é ter que lidar com pêlos embramados. Como regra, pêlos emaranhados maiores do que a ponta de um dedo precisam de atenção especial. A pele de seu animal é delicada e mais fina que a sua então se seu animal precisa ter esses embramados constantemente retirados é melhor consultar um profissional.

Pequenos emaranhados podem ser retirados com um ancinho ou um desembolados. Os maiores, com mais pelos devem ser retirados com um tesoura. Tenha cuidado! É fácil cortar a pele de seu animal.

Para cuidar de seu animal se ele tem pêlos embaraçados:

1. Primeiramente veja onde os nós estão e escove ao redor retirando os pelos soltos

2. Utilizando um ancinho ou desembolador, lentamente ao redor dos nós e desembaraçando aos poucos a medida do possível

3. Seja paciente e atencioso quanto ao conforto do animal. Não tente retirar totalmente o nó diretamente com as mãos

4. Alguns nós parecem piores do que realmente são, pelo fato de talvez não terem puxado ainda os pelos de baixo. Estes são fáceis de resolver. Desembarace a camada externa com um desembolador e penteie os pelos inferiores.

Atenção: animais com nós maiores, nós próximos da pele ou aqueles que causam extremo desconforto devem ser removidos por um profissional especializado. Leve-o no veterinário ou em uma petshop com banho e tosa.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

20 coisas que a ciência já descobriu sobre os cachorros


20 coisas que a ciência já descobriu sobre os cachorros



O melhor amigo

Leais, carinhosos, divertidos. Estas são algumas das qualidades atribuídas aos cães. Presentes em diversas casas ao redor do mundo, estes animais também chamam a atenção da Ciência. A seguir, reunimos algumas das curiosidades já descobertas sobre o melhor amigo do homem.

Ciúmes

Os cães também sentem ciúmes. Pelo menos, é o que aponta um estudo realizado pela cientista Christine Harris, da Universidade da Califórnia. Num experimento com 36 animais, ela constatou que cachorros procuraram seus donos duas vezes mais quando eles estavam com cães de pelúcia do que quando interagiam com outro brinquedo ou com um livro.

Cores

Por contarem com apenas dois tipos de célula para distinguir as cores, os cães enxergam menos colorações que os humanos. A descoberta foi feita por Jay Beitz, cientista da Universidade de Washington. Na prática, é como se os cachorros enxergassem como pessoas daltônicas. 

Palavras

Testes mostraram que alguns tipos de cachorro são capazes de compreender até 150 palavras. Segundo o estudo de cientistas canadenses da Universidade da Colúmbia Britânica, a inteligência de um animal desse tipo é equivalente a de uma pessoa com dois anos e meio de idade.

Canil

Passar um tempo no canil pode ser divertido para alguns cachorros. A descoberta consta em estudo divulgado pela publicação Physiology & Behavior. Para chegar a essa conclusão, uma equipe de veterinários ingleses analisou os parâmetros de stress relativos a 29 cães submetidos a essa situação.

Saúde

Está provado: ter cachorro faz bem à saúde. A especialista em enfermagem da Universidade do Missouri Rebecca Johnson constatou, num estudo, que pessoas acima de 60 anos que caminhavam com cães passaram a andar 28% mais rapidamente do que aquelas que andavam com outras pessoas. Redução da pressão arterial e melhora da saúde mental foram outros benefícios notados.

Relacionamento

Quanto mais um cão é atencioso a um adulto, mais esse adulto se importará com ele. Porém, o mesmo não se repete entre crianças - que adoram os bichinhos de qualquer jeito. Essa curiosa relação foi relatada em um estudo realizado por Christy Hoffman, do Canisius College - que envolveu a análise de 60 famílias com cachorro.

Personalidade

Um estudo com 600 universitários desenvolvido pela psicóloga Denise Guastello, da Universidade de Carroll, nos EUA, apontou diferenças de personalidade entre donos de cães e donos de gatos. Os primeiros seriam mais extrovertidos e menos inteligentes do que os últimos.

Longevidade

Cães mais dóceis vivem mais tempo, segundo um trabalho realizado por biólogos da Universidade de Quebec. Para o estudo, foram analizadas 56 raças diferentes. De acordo com os cientistas, cães mais agressivos crescem mais rapidamente, gastam mais energia e morrem mais cedo.

Câncer

Cães podem ser capazes de detectar o câncer de próstata. A constatação é de um estudo produzido pela Associação Americana de Urologia. A habilidade foi comprovada num experimento no qual os animais identificaram amostras de urina de homens com a doença com taxa de 98% de acerto.

Autismo

Conviver com cães é bom para crianças com autismo, segundo estudo assinado por Gretchen Carlisle, da Universidade do Missouri. Após entrevistar 70 pais com filhos autistas, a cientista constatou que, em 94% dos casos, a presença de um cachorro ajudou no tratamento da doença.

Culpa

Num experimento realizado com 14 cães e seus donos por pesquisadores do Barnard College de Nova York, ficou provado que a cara de culpado que cachorros fazem após serem acusados de alguma coisa é só uma reação à bronca. No teste, tanto cães que cumpriram quanto outros que descumpriram uma regra imposta fizeram a clássica expressão após terem sido acusados pelos cientistas de infrigir a norma.

Voz

Quando alguém fala, um cachorro pode entender. Foi o que provou um experimento realizado com 24 cães pelo Instituto Max Planck, da Alemanha. Na experiência, os animais conseguiram localizar comida oculta a partir da direção para a qual um cientista projetasse sua voz (o que não aconteceu quando cães usaram só o faro para isso).

Albinos

Assim como em humanos, um problema genético causa o albinismo em cães. A descoberta é fruto de um estudo envolvendo 40 cães realizado por veterinários da Universidade do Michigan, nos EUA. Da mesma forma que pessoas albinas, cães com o problema não contam com pouca ou nenhuma pigmentação nos olhos, pele e cabelo.

Emoções

Um artigo publicado por cientistas húngaros na publicação Current Biology após experimentos envolvendo 11 cães e 22 pessoas mostrou que os cérebros de cachorros e humanos reagem da mesma forma diante de sons como risadas, choros e vozes. Isso pode explicar a capacidade dos animais de se sintonizarem às nossas emoções.

Obesidade

Chega a 53% o número de cães acima do peso nos EUA. O número é da Associação para Prevenção da Obesidade em Animais Domésticos. Assim como entre humanos, quilinhos a mais podem agravar diabetes e outras doenças que acometem os animais.

Clonagem

Winnie, da raça dachshund, é o primeiro cachorro do Reino Unido a ter sido clonado. Realizada pela empresa sul-coreana Sooam Biotech, a clonagem custou mais de 100 mil dólares. Células de Winnie foram introduzidas em outra dachshund, geraram um embrião e depois foram implantadas numa barriga de aluguel canina.

Em sua pesquisa de mestrado na USP, o engenheiro Renato Nogueirol Lobo desenvolveu uma técnica que permite que o pelo resultante da tosa de poodles seja usado para compor um tecido muito parecido com a lã. No futuro, a novidade pode ser usada para fazer roupas para cachorros.

Diversidade

Num estudo divulgado pela publicação The American Naturalist, os biólogos Abby Drake e Chris Klingenberg constataram que a variação do formato do cérebro entre 106 raças de cães era tão grande quanto entre diferentes espécies de carnívoras. Isso seria reflexo da diversidade dos cães.

Bússola

Realizado em parceria pelas universidades de Duisburg-Essen e de Praga, um estudo divulgado pela publicação inglesa Frontiers in Zoology mostrou que cães se alinham em função do campo magnético da Terra para fazer cocô e xixi. No levantamento, foram analisados cerca de 7 mil dados de 70 raças diferentes fornecidos por 37 donos de cães. 

domingo, 17 de agosto de 2014

castrar ou não castrar


Castração
A castração em cães ou gatos continua sendo motivo de polêmica entre alguns tutores de cães e gatos. Embora muitos conheçam os benefícios da cirurgia, outros ainda acreditam que castrar seja um ato de mutilação. “É importante entender que os benefícios da castração são enormes. Nas fêmeas, quanto mais precoce for a castração menores as chances de desenvolver tumores mamários; evita ainda infecções uterinas e as crias indesejáveis. Nos machos, a castração diminui os riscos de hiperplasia mamária, de câncer testicular, além de reduzir as demarcações de território”, alerta a médica veterinária Elaine Pessuto.
Nas fêmeas, tanto de gatas como cadelas, a castração é chamada ovarisalpingohisterectomia (OSH) e apesar de ser uma cirurgia de rotina a castração não é tão simples, porque é cavitária, ou seja, retiram-se os ovários e o útero. “Existe risco de infecção e hemorragia, por isso deve ser feita com todo cuidado e critério, tanto cirúrgico quanto anestésico”.
Nos machos, cães e gatos, a castração é chamada orquiectomia. A cirurgia é menos invasiva, não é uma abdominal, pois os testículos estão localizados na bolsa escrotal que é pendular e fora da cavidade, mas, como todo procedimento cirúrgico, deve ser realizada com rigoroso controle cirúrgico e anestésico.
Método definitivo de esterilização, a cirurgia de castração pode ser realizada em qualquer fase da idade reprodutiva do animal, porém quanto mais precoce melhor. “Após o procedimento, o cio das fêmeas é interrompido, assim como todos os seus sinais (sangramento e a vulva edemaciada). Nos machos, a urina por demarcação tende a diminuiu ou desaparecer, muitos podem ainda continuar a montar em outros animais e até se masturbar, por excesso de libido ou comportamento dominante. Em ambos os sexos a agressividade pode diminuir”.
Todo procedimento cirúrgico-anestésico é considerado um risco ao animal. “Portanto o ideal é que todo animal que vai ser submetido a qualquer procedimento cirúrgico seja avaliado por um médico veterinário previamente; após o exame físico, o clínico faz os exames pré cirúrgicos que ele achar necessário para aquele paciente, assim como fazemos quando nós vamos ao médico”.
Segundo a dra. Elaine Pessuto muitas pessoas ainda resistem ao procedimento, pois acreditam em mitos como achar que o macho castrado vai ficar um bobão. “Nada disso, ele vai continuar correndo, brincando e será ativo desde que estimulado sempre, lógico que aquele cão que corria na rua atrás da fêmea, não mais vai correr, mas vai continuar correndo atrás da bolinha”.
Outro mito apontado pela veterinária é de que as fêmeas precisam de pelo menos uma cria para evitar problemas de saúde. “Essa máxima já foi derrubada de acordo com as pesquisas mais recentes, sabe-se que o que impede problemas é a castração precoce, antes do primeiro cio”.
E para a afirmação de que os bichos engordam após a cirurgia, a médica finaliza: sim, os cães e gatos podem engordar uma média de 10% do peso, mas esse percentual tende a diminuir quando é feito precocemente. Quanto mais cedo, menores são as chances de ganho de peso.

Benefícios da castração

Reduz o risco de tumores de mama e próstata
Elimina a gravidez psicológica (pseudociese) nas fêmeas
Elimina o risco de uma piometra (doença uterina apresentada após o cio – ocorre em cerca de 60% das fêmeas não castradas)
Nos gatos há a diminuição do hábito de urinar nos objetos da casa para demarcar território;
Evita gravidez indesejada, não ocorre mais o cio nem o sangramento nas fêmeas
Animais se tornam mais saudáveis e sua expectativa de vida aumenta, pois há menor chance de doenças reprodutivas.

como escolher a ração ideal para seu cão

Como escolher a ração ideal para o seu cão
Cães e gatos necessitam de uma alimentação balanceada, com nutrientes que forneçam energia. O tutor deve escolher a marca da ração de acordo com a qualidade do produto. Existem diferentes marcas disponíveis no mercado, mas a matéria prima que a ração é feita determina a qualidade da mesma; essa qualidade é mensurada no físico do animal, no brilho do pelo, na quantidade de matéria fecal, na energia do animal.
Vale ressaltar que a escolha da ração deve se basear primeiramente na fase de vida do animal, ou seja, a idade, pois cada fase de vida exige uma nutrição específica. Filhotes, por exemplo, estão em fase de crescimento. Outra coisa é o estilo de vida: animais sedentários que não praticam atividade física têm maiores chances de engordar, assim devem comer uma ração que controla o ganho de peso.
A escolha da ração também é baseada nos mesmos princípios: qualidade do produto, estilo de vida do animal e idade. O que temos de fazer é controlar os diferentes tipos de dieta. Cães devem comer rações específicas para eles, pois possuem carnitina, enquanto gatos precisam de ração que contenha taurina. Por isso, para quem tem estas duas espécies, os potes devem ficar em locais diferentes para que cada um se alimente da ração correspondente a sua espécie. Uma dica interessante para quem tem gatos e cães no mesmo ambiente é colocar os comedouros dos gatos em locais altos, para que os cães não tenham acesso. Outra coisa é oferecer as refeições em ambientes distintos e assim que os animais acabarem de comer, os potes devem ser retirados.
filhote
De acordo com a veterinária algumas comidas de consumo humano são completamente proibidas para os pets. Chocolate, alho e cebola possuem substâncias tóxicas para cães e gatos. Açúcar para cães e gatos pode levar ao aparecimento de problemas dentários, embutidos (salsicha, mortadela) possuem condimentos que podem levar a sérias alterações gastrointestinais. Gorduras em excesso levam a alterações hepáticas como esteatose.
Por outro lado, alguns alimentos podem incrementar a dieta do animal, como frutas e legumes, que são opções de petiscos saudáveis. A maçã é ótima para a saúde bucal, assim como pêra, banana (em excesso pode engordar) e cenoura. Os petiscos podem ser ofertados diariamente, porém nunca devem substituir a ração como fonte principal de alimentação. É como uma criança que deixa de almoçar para comer salgadinho ou bolacha recheada.
Toda troca de dieta deve ser gradativa, para que o organismo se adapte a nova dieta e não tenha comprometimento intestinal. Quando a fase de adaptação acabou e as fezes já estão em formato e consistência normal deve-se ficar atento aos sinais tardios, como a queda de pelos, a energia, o emagrecimento ou o ganho de peso excessivo. Durante a troca da dieta é importante ficar atento, pois no início da troca as diarréias são mais comuns, mas devem ser minimizadas com a troca gradativa, já no caso das alergias alimentares os sinais são coceira, lesões de pele, queda de pelo, por vezes fezes pastosas. As alergias alimentares podem ocorrer com qualquer tipo de alimento, não apenas nos industrializados. Obviamente os produtos não naturais possuem mais substâncias que poderiam comprometer a saúde dos animais.